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sábado, 18 de setembro de 2010

OPINIÃO - Vaidades geram prejuízos ao Motocross.

TCM - 18/09/2010.

Acordemos antes que seja tarde demais. Motocross é motivo de paixão. Porque as vaidades sempre superam a razão das coisas ? Quando foi lançada a Superliga de Motocross imaginávamos que pudessem fazer com que este esporte sobre duas rodas, tivesse o valor, o respeito e o respaldo que merecem.

Hoje corrida de lagartixa vale mais que o Mundo do Motociclismo. Corrida de ganso ganha mais mídia que nosso esporte. Não que seja um produto morno, pobre, que não represente nada. É só ver o mundo industrial deste produto sobre duas rodas, no Brasil, e no mundo, e o quanto representa em emprego, impostos e renda, e por isto deveria ter um tratamento diferente.
O motivo todos sabem. Vejam quem cuida deste esporte há anos, e ver o resultado catastrófico gerado pelas vaidades, e percebemos que continua sendo briga de beleza a todo momento, infelizmente.

Eu vi na Superliga de Motocross algo que pudesse profissionalizar esta modalidade, tão apaixonante, e tão ‘rica’ de tudo, e que no futuro permanecesse como um produto dentro de uma Confederação, e foi ao contrário, por um simples fato isolado : o de proibir os pilotos Honda e Satélites Honda de andarem no Campeonato Federado, ou seja, no Campeonato Brasileiro de Motocross.

Uma atitude isolada, vaidosa e antiesportiva, gerando prejuízos enormes ao esporte e a muitas equipes e pilotos, e ainda ao público local e nacional, que ficam sem aquela motivação de ver uma verdadeira competição, de verdade. Respeitamos sim a que paga a conta, mas o prejuízo ao produto Motocross, na minha opinião é grande.

Os motivos podem sim ser privados, e internos e até racionais, mas prejudicou muito o esporte. Não se pensou naqueles que gostam de participar, e ou de assistir esta modalidade. Quando ouvi falarem da Superliga/Honda de Motocross, vislumbrei um futuro promissor ao esporte, pois teríamos parte dos melhores pilotos Brasileiros, Superliga e Satélites, competindo com os melhores do Brasileiro de Motocross, e grande parte dos pilotos nacionais competindo na Superliga, e no final se veria primeiramente uma competição autêntica, de verdade, e de incentivo a todas as equipes. Mas infelizmente a desmotivação é total, pois é assim que vejo este tema.
A solução é unir forças em prol do esporte

Mais na frente ainda se veria qual o real objetivo da Superliga/Honda de Motocross. Imaginei que pudesse no finalzinho ter uma pequena esperança de que o esporte estaria sim, sendo profissionalizado de uma vez por todas, sendo parte sim de um grande produto, com muito dinheiro, dentro da CBM, que pudesse valer muito mais que apenas vaidades, ou movido somente pela paixão de alguns aficionados. Minha esperança era isolada, é claro, como ex-piloto fora de forma, e pai de piloto.

Quando vi a Dunas Race administrando o Brasileiro de Supercross, vi a possibilidade do esporte Supercross voltar a ser aquele Supercross do tempo do Skol Supercross. E por vaidades, certamente o grande empresário Marcos Moraes, preferiu parar com o produto. Porquê ? Perguntas que não calam. As dúvidas são muitas.

Quando vemos os dois campeonatos nacionais de Motocross andando no paralelo, com menos de 150 pilotos inscritos em média a cada etapa; me pergunto, porquê isso ?!?! Perdemos mais um ano, o da grande chance, de evoluirmos.

Tomara que tenhamos a chance de tirar proveito de tudo a que estamos vendo. Mas minhas esperanças são pequenas, e isoladas, mas mesmo assim penso que um dia poderá mudar, deixando a paixão e a vaidade de lado, e buscando o profissionalismo nesta modalidade, que é sim, uma riqueza ampla e insuperável, pois as pessoas passam e o esporte permanece.
Me perdoem pela franqueza, mas é assim que vejo o momento catastrófico desta modalidade esportiva tão apaixonante.

Paulo Vitor Sebben

Empresário e pai de piloto.

sábado, 24 de abril de 2010

Refletindo sobre as aberturas.


TCM - 24/04/2010.

Dia 11 de abril foi a data da abertura do Brasileiro de Motocross, campeonato disputado desde 1973 e organizado pela Confederação Brasileiro de Motociclismo – CBM. Uma semana após, dia 18 de abril, foi a data da realização da abertura da Superliga de Motocross, campeonato nacional lançado este ano pela Romagnolli Eventos em parceria com a Honda.

Após as duas aberturas, é momento de fazer uma reflexão sobre estes novos ares que o Motocross brasileiro está vivendo. Em relação ao número de pilotos, o Campeonato Brasileiro de Motocross teve 248 pilotos correndo as seis categorias em disputa no Campeonato, inclusive com treinos classificatórios nas categorias MX2 e MX3. Enquanto que a Superliga de Motocross teve 180 participantes nas baterias finais do domingo, também em seis categorias, sendo que não houve classificatórias.

Mas levando em conta o número de pilotos nas aberturas das temporadas de 2006, 2007, 2008 e 2009 do Brasileiro de Motocross em Indaiatuba, deu bem menos inscritos este ano na Superliga em Indaiatuba, São Paulo. Menos pilotos nos dois Campeonatos, diga-se a verdade, mas considerando que Indaiatuba fica localizada numa região central e por sua tradição em abrir os campeonatos, a abertura da Superliga de Motocross ficou bem abaixo da expectativa no número de pilotos.

Nas temporadas de 2006, 2007, 2008 e ainda 2009, as etapas de abertura do Brasileiro de Motocross tinham um grande número de pilotos, chegando a ter 400, 450 inscritos, como na temporada 2009. O que se chega a conclusão que a Superliga dividiu os pilotos, e o que era para ser bom, pode não estar sendo tanto assim !!! A maioria das pessoas com quem converso sobre o assunto, desaprovam a criação da Superliga de Motocross por considerarem que ela veio para dividir e não para somar.

Quanto ao público presente nos dois eventos, a Superliga teve a presença de 9.000 pessoas no Centro Educacional de Trânsito da Honda, em Indaiatuba, São Paulo, enquanto que em Siqueira Campos, Paraná, 18.000 expectadores marcaram presença no Centro de Treinamento da Pro Tork.

Levando em conta os pontos positivos dos dois eventos, vou começar pelos positivos da Superliga de Motocross - Nível de organização já começou com uma grande estrutura, graças em parte ao patrocínio da Honda. As arquibancadas são cobertas, ponto que privilegia o público, que às vezes tem de ficar seis horas sob sol, já que as programações dos Campeonatos de Motocross são extensas. Inserções em TV aberta, apesar que na abertura não foi ao vivo, fato que caiu na vala comum dos outros campeonatos.

Agora os pontos positivos do Brasileiro de Motocross - Volta da Pro Tork como patrocinadora do campeonato. Entrada da Rinaldi como co-patrocinadora, que mesmo tendo sido prejudicada em 2009 pela polêmica dos pneus, está investindo no Motocross. Estrutura semelhante a usada no Mundial de Motocross, com parte das arquibancada também sendo cobertas. Foi dado um carro de premiação ao vencedor da categoria MX1 na etapa de abertura. A maioria das pistas que são as preferidas dos pilotos brasileiros, terão etapas do Brasileiro de Motocross, como Canelinha, Siqueira Campos e Carlos Barbosa voltando ao campeonato.


Pontos positivos gerais

O retorno de Jorge Balbi Jr. ao Brasil, e também de dois grandes nomes do MX da América do Sul, Roberto Castro e Humberto Martin, pilotos que já foram campeões Latino Americanos de MX. Balbi está correndo no Brasileiro e também na Superliga de Motocross pela 2B Duracell Racing, a melhor equipe até o momento nos dois campeonatos. Os gringos eram para correr nos dois campeonatos, mas como a Superliga e a Honda queriam exclusividade, isto acabou num desentendimento com a JX Racing, equipe que trouxe os pilotos para o Brasil e eles não correram em Indaiatuba, preferindo correr a abertura do Latino Americano de Motocross.

E para encerrar esta reflexão, apesar que eu poderia escrever mais e mais detalhes, mas como no jornal o espaço é limitado, e na internet a maioria dos leitores não tem tempo para lerem textos longos, tenho que terminar por aqui. Assunto para reflexão : Levando em conta o que escutei nas últimas semanas, se tivesse havido um entendimento entre os envolvidos, a temporada 2010 poderia ter sido a melhor das últimas décadas, com grandes patrocinadores e um Campeonato Brasileiro de Motocross, com quem sabe 12, ou 14 etapas !! Seria o ano do Motocross no Brasil !!!

Redação Mundocross
Texto by Jorge Soares

segunda-feira, 1 de março de 2010

Motocross Brasileiro na visão do piloto.


TCM - 01/03/2010.

Após a confirmação da realização de mais um Campeonato Nacional de Motocross com 8 etapas, o Brasil se posiciona definitivamente como mais um candidato a se tornar uma das potencias mundiais no esporte. Além de termos um dos nossos melhores pilotos entre a elite do esporte, agora provavelmente teremos o calendário nacional com o maior número de provas do mundo, pois os dois campeonatos nacionais (Brasileiro de Motocross e Super Liga de Motocross), somarão juntos 16 etapas, que serão realizadas em datas separadas, fazendo com que tenhamos o maior Calendário Nacional de Motocross de todo o Mundo.

Parabéns aos dirigentes, promotores e patrocinadores por terem esse cuidado e comprometimento com o esporte, pois além dos dois campeonatos serem realizados simultaneamente, as inscrições serão abertas a todos os pilotos, que poderão ter dois títulos unificados em um mesmo ano. Esperamos que todos os pilotos e equipes tenham o mesmo comprometimento, e participem dos dois campeonatos nacionais, pois dessa forma elevaremos o esporte em nosso país a outro nível.

Adicionando a tudo isso uma política de valorização dos atletas, com certeza teremos a atenção de todos os meios de comunicação, pois tão importante quanto termos bons campeonatos, é valorizarmos os atletas e conquistarmos resultados expressivos ao redor do mundo, levando a bandeira do nosso país.

A economia do Brasil cresce cada vez mais, e conseqüentemente ele cresce também na parte social, cultural e esportiva. Nesse momento cabe a todos nós sermos maduros o suficiente para pensarmos acima de tudo como brasileiros, proporcionando a todos uma competição sadia, seja entre pilotos, entre patrocinadores ou entre as empresas que promoverão os referidos campeonatos.

Temos uma grande oportunidade em nossas mãos, para colocarmos o motociclismo no lugar de destaque que ele merece, mas se não tivermos maturidade, profissionalismo e visão de futuro, poderemos desperdiçar essa grande oportunidade aguardada ha muitos e muitos anos.

Um excelente campeonato a todos !!!

Marlon Olsen

Marlon é ex-campeão Paranaense de Motocross
e ex-presidente da ABPMX e da FPRM
Foto Divulgação

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ANTES CEDO, DO QUE TARDE.


Tem um ditado que diz, antes tarde, do que nunca !!! E infelizmente isso se incorporou a cultura nacional, pois nos faz deixar para amanhã, o que poderíamos ter feito ontem. E por que não começarmos a cultivar um outro ditado: Antes cedo, do que tarde !!! Por que deixar para aprontar aquele relatório no último dia, quase na hora de começar a reunião, onde serão usadas as informações ?? Por que ??

Por que deixar para última hora para fazer aquele importante trabalho para faculdade ?? Por que deixar para divulgar os calendários dos campeonatos Estaduais e Nacionais de Motocross e Supercross somente em março, quase começando a temporada ??

Já sei, ok !!! Falta tempo, falta estabilidade política, falta estabilidade econômica, falta estrutura, falta patrocínio, falta isto, falta aquilo !!! Desculpas é que não faltam. Pelo que vejo, falta estratégia para conquistar patrocínios, falta planejamento para executar os projetos e em alguns casos, falta boa vontade para fazer acontecer.

Sempre existe desculpa para não ter feito algo dentro do prazo previamente combinado e quase sempre a culpa é colocada em outra pessoa e não em quem era responsável por fazer as coisas acontecerem, e em algumas vezes, nós mesmos !!! Tem um ditado que diz assim : Quem quer fazer, acha um jeito. Quem não quer, acha uma desculpa !!!

O principal motivo de existência dos Motoclubes, das Federações e da Confederação de Motociclismo é buscar formas de concretizar os anseios dos esportistas desta categoria. Não podemos ser como o marreco, que não sabe caminhar bem, não sabe nadar bem e não sabe voar bem. Por isto as Federações e a CBM devem se ater aquilo que sabem fazer bem, que é dirigir provas e deixar a parte de marketing para empresas especializadas, a exemplo da AMA, que tem a Live Nation, como a empresa responsável pela venda dos patrocínios e organização das corridas de Supercross.

A Live Nation é a empresa que faz os maiores shows no mundo, como da Madonna, por exemplo, e isto a credencia a promover e organizar o AMA SX, o maior campeonato de Supercross do mundo, e no final todos ganham com isto, os pilotos, público, patrocinadores, AMA e a Live Nation.

Um bom exemplo de organização é que poucos dias depois de encerrar a temporada de Supercross, que é disputada no primeiro semestre, a AMA já divulga o calendário próxima temporada, acontecendo o mesmo no Motocross, que é disputada no fim do primeiro semestre e início do segundo.

Pois praticamente tudo que é feito no AMA Supercross, é feito pensando nos fãs desta categoria, que está entre as mais incríveis e emocionantes categorias de esportes do Mundo. Que os bons exemplos da ótima organização do Cross americano, sejam usados aqui no Brasil, pois não se pode ter vergonha de copiar o que é sucesso.

Vergonhoso é a entidade que tem a responsabilidade de fazer as coisas acontecerem, não fazer a sua parte. Torço para que estas mudanças venham acontecer e que sejam... mais cedo, do que tarde !!!

Redação Mundocross
Texto by Jorge Soares