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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

CBM e a luta para a isenção de impostos para motocicletas.

TCM - 03/01/2013.
Postado por: Luciano Poeys - TCM.

Confira a entrevista com o presidente da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo), Firmo Henrique Alves, sobre a luta para a isenção de impostos para motocicletas.


Primeiro esclarece para gente qual é o envolvimento da CBM com a luta para a isenção de impostos para motocicletas?
Firmo Henrique Alves: Quando falamos em CBM, nesse caso, queremos dizer o Motociclismo Brasileiro, subentendemos todos os pilotos, patrocinadores, enfim, todo o esporte que é praticado com motocicletas em nosso País.
A CBM tem reivindicado esse benefício junto ao Governo Federal há mais de 10 anos. Essa luta começou com o Presidente da Federação de Motociclismo de Rondônia, Sr. Reinaldo, e a CBM, se estendendo até os dias de hoje. 

Qual é a atual situação sobre a isenção?
Firmo Henrique Alves: Essa Lei já foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidente Dilma, o que falta é a sua regulamentação junto a Receita Federal e infelizmente parou na burocracia existente no Brasil.

Existe alguma previsão para começar a valer a isenção?
Firmo Henrique Alves: A partir da Regulamentação, todos os atletas já poderão ser beneficiados com ela. Agora que fique bem claro. Eu faço parte de quem reivindica e não de quem decide. O que quero dizer com isso é que se dependesse da minha vontade isso já estaria em vigor, mas como não depende, não sei ao certo quando será esse dia de fato. Espero que seja no começo deste ano.

Só para situarmos as pessoas, quanto custa uma motocicleta? Quanto sairia sem imposto?
Firmo Henrique Alves: Varia conforme o modelo e a marca e para qual modalidade, mas uma pela outra, hoje custa em torno de R$ 30.000,00. Eu creio que custaria em torno de R$ 18.000,00. Pelos meus cálculos, uma diferença para menos em torno de 40%. Mas, só a receita poderá nos definir com precisão esse números.

Uma pergunta que fizeram no facebook é: se a moto aqui no Brasil é 3x mais cara, porque com a isenção ela vai baratear em torno de 40%?
Firmo Henrique Alves: Olha, vamos esclarecer as coisas, cada um deve fazer a sua parte, a minha é a de representante dos atletas que reivindica um benefício para poderem praticar esporte com motocicletas e é só nisso que tenho pleno conhecimento para responder. Eu não sei quanto a indústria brasileira tem de lucro em cima de uma motocicleta de competição e não sei quanto ela custa em Miami ou no Paraguai. Não sou a pessoa indicada para esclarecer o que e porque o custo de uma motocicleta é tão diferente no Brasil. O que quero é lutar para baratear o custo dela aqui e isso é o que estou fazendo junto com o Reinaldo. Mesmo quando ainda só era presidente da Federação de Motociclismo de MS, há mais de sete anos, estive pela primeira vez em Brasília fazendo essa reivindicação, junto com o Reinaldo, com o representante da CBM, ABRACICLO, imprensa especializada (Maurício do site Moto X), Senador Waldir Raupp e o Representante da Receita Federal.

Caso haja essa isenção, quem será beneficiado? 
Firmo Henrique Alves: A Lei é clara: só serão beneficiados atletas que disputam o Campeonato Nacional de Motociclismo realizado pela maior entidade do País, que no caso é a CBM. Para um bom entendedor isso basta e é para isso que lutamos, para que os nossos atletas/pilotos tenham uma motocicleta mais barata. Polemizar esse assunto não vai levar a lugar algum. Temos que lutar por essa primeira conquista.
Proponho aqui que façamos um abaixo assinado reivindicando a regulamentação dessa Lei. Eu mesmo levarei depois às autoridades competentes e mostrarei a quantidade de pessoas que o motociclismo brasileiro envolve. Acredito que esse é um ponto de partida para que nossos assuntos comecem a ser tratados de outra forma.

Por que não abrir essa isenção para toda população?
Firmo Henrique Alves: Eu particularmente gostaria muito que isso virasse realidade. O Governo Brasileiro sobrevive de impostos. A nossa luta é que ele não cobre o imposto de pessoas que praticam esporte com motocicletas. Se o cidadão comum, que não é atleta quer passear de moto, lancha, jet ski, bicicleta, skate, esse sujeito terá que pagar imposto para adquirir esse equipamento ou alguém tem dúvida disso? Agora pensar que não vai existir imposto para comércio de motocicletas é utopia.

A isenção pode contribuir com o motociclismo brasileiro? Por quê?
Firmo Henrique Alves: Claro, pelos meus cálculos o número de pilotos aumentará em no mínimo 30%, e explico como:
O piloto profissional correrá com ou sem isenção de impostos, porém lá na outra ponta, que é a do piloto Amador e não tem tanta condição financeira como o profissional, esse sim, poderá comprar uma moto usada mais barata, é nisso que apostamos e será isso que beneficiará um grupo menos favorecido. 

Emilia Chacom e Reginaldo Rizzo - Comunic.Ativa
             Assessoria de Imprensa da CBM

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