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terça-feira, 27 de outubro de 2009

PILOTANDO SEMPRE EM FORMA! COM PATRÍCIA MEDEIROS.

Lesões em pilotos off road

Neste mês iremos abordar um assunto de extrema importância: algumas lesões que podem ocorrer para os praticantes do motocross e off-road.

Para começarmos é importante ressaltar que já estamos no meio do ano, e bem na metade do campeonato Brasileiro de Motocross e de outras modalidades, e que o nosso corpo já vem começando a sofrer algum desgaste, principalmente para aqueles que não fizeram um boa pré-temporada.

Podemos ter diversas lesões, mais graves e menos graves. Os acidentes são comuns em competições esportivas, alguns mais graves e outros mais leves , lembrando que sempre temos respeitar o prazo de recuperação para que não resulte em algum problema no futuro , mas nem sempre esse prazo é cumprido e acaba se tornando, posteriormente, uma lesão cronica que leva ainda mais tempo para sua reparação.

PROTEJA SEUS OMBROS!!!

O ombro é a articulação do nosso corpo com maior mobilidade, tendo uma grande amplitude de movimentos em quase todas as direções. Por isso, uma série de problemas o acomete durante a vida tanto em pacientes sedentários, quanto em atletas.

Uma perfeita sincronia e equilíbrio entre os diversos grupos musculares e as estruturas ligamentares e ósseas é fundamental para a boa saúde da articulação do ombro.

Bem, no motocross a articulação do ombro é agredida de muitas formas. Primeiro, por ser um esporte radical, no qual toda hora estamos usando essa articulação, como nos buracos, costelas e saltos, principalmente quando sofremos uma queda e quase sempre o ombro que vai ao chão, e não podemos evitar isso, dependendo do tombo. O que pode ocorrer neste caso de trauma direto são as fraturas de clavícula, escápula ou luxação da articulação acrômio-clavicular (são os casos nos quais “o ombro sobe”).

Além desta forma de lesão, o ombro pode ser sede de lesões por esforços de repetição, levando a tendinites, bursites e outras inflamações que se originam de um processo, decorrente de excesso de treino . Como é de se esperar, este tipo de problema ocorre mais freqüentemente em atletas competidores de alto nível, já que estes treinam bem mais e estão praticamente todos os dias em cima da moto, aumentando assim o risco de incidência.

Por fim, um problema que pode afetar o ombro do piloto de MotoCross, é a instabilidade da articulação gleno-umeral, que são aqueles casos nos quais o ombro “sai fora do lugar”. Esse problema, chamado pelos médicos de luxação do ombro, ocorre quando há previamente um desequilíbrio das estruturas músculo-ligamentares associado a um trauma, que acarreta um primeiro episódio de luxação e que, se não tratado adequadamente, pode levar a outros episódios (o ombro começa a “sair do lugar” com freqüência)

Para prevenir lesões e manter a saúde dos seus ombros, faça uma compensação para os trabalhos de força com natação, bicicleta de membros superiores, exercícios de fortalecimento na musculação, bastante alongamento, e procure o ortopedista quando surgir qualquer problema, para evitar o agravamento deste ou o surgimento de outro.

ENTORSE DO JOELHO

Um das lesões mais encontradas nos praticantes de MotoCross é o entorse do joelho, uma articulação que suporta o peso do corpo e ao mesmo tempo serve de apoio para mudanças bruscas de direção. No caso do MotoCross, o apoio em curvas e um trauma ocasionado por quedas pode causar essa lesão.

Em geral, o peso está apoiado sobre o joelho, com o pé preso, o joelho é forçado para dentro, com a lesão das estruturas internas (mediais), podendo haver um componente de rotação, o que agrava o quadro.

Dependendo da força e da continuidade do movimento, vários graus de lesão podem ser originados, desde apenas a lesão do ligamento colateral medial, uma estrutura periférica e que é a primeira a estabilizar este movimento, passando pelo menisco medial, uma estrutura já dentro da articulação até chegar ao ligamento cruzado anterior, o eixo central da articulação e que, quando lesado, origina um inchaço importante do joelho que pode ser acompanhado de um estalo audível.

- Ligamento Colateral Medial: é uma estrutura fora da articulação e, portanto quando lesado, pode se regenerar pela cicatrização espontânea e fisioterapia, retornando o atleta à atividade após um período de 3 a 6 semanas, dependendo do grau de lesão do ligamento

- Menisco Medial: já é uma lesão mais grave, que afeta uma estrutura dentro da articulação, levando a um derrame (inchaço da articulação), necessitando de uma avaliação mais criteriosa, muitas vezes complementada através de ressonância magnética do joelho, e que pode, dependendo da lesão, necessitar de uma artroscopia (pequena cirurgia) para o seu tratamento, com um tempo de retorno variando de 2 a 3 meses

- Ligamento Cruzado Anterior: é uma lesão grave, que gera uma instabilidade do joelho em movimentos de rotação e mudança de direção, o que, em muitas situações exige o tratamento cirúrgico para a sua correção, reconstruindo o ligamento lesado com o uso de um enxerto vizinho (tendão patelar, tendão do semitendíneo, etc), afastando o atleta por mais de 6 meses de suas atividades

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