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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

UNIÃO DOS PILOTOS FOI A ARMA NA CONQUISTA DO EI PELA FEMERJ.

Seg, 14 de Setembro de 2009 16:24 Clube Moto Notícias - Enduro da Independência
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Experiência do líder e apoio da Federação também fizeram diferença, segundo pilotos.

(Clube Moto, 14/09) – Surpreendendo a muitos, inclusive em seu próprio estado, a equipe da Femerj (Federação de Motociclismo do Estado do Rio de Janeiro) venceu o Desafio das Federações do Enduro da Independência 2009, superando o forte e então favorito time de Minas Gerais, que tinha ninguém menos do que Dario Julio, bicampeão brasileiro na categoria Master.

Mas, apostando na união dos pilotos como base para se tornar a primeira equipe campeã do Independência, a equipe da Femerj usou as armas dos próprios adversários, foi “comendo pelas beiradas”, conquistou quatro primeiros lugares e venceu em duas categorias (Overo 40 e Júnior) na maior competição de motociclismo do país.

- Demos uma resposta às poucas pessoas que torceram o nariz para a nossa equipe. Uma resposta no bom sentido, pois o time mostrou uma união fora de série. Não só os pilotos que correram pela Femerj, mas todos os pilotos do Rio que disputaram o Independência mostraram uma união muito legal – declarou Rodrigo Rivello, da categoria Senior. – No final, então, quando todo mundo subiu junto ao pódio para festejar, foi incrível. O único problema foi o Amarildo (Martins, locutor) mandando o pessoal esconder as carteiras pois o pessoal do Rio estava chegando – completou, rindo.


Além de Rivello, a equipe fluminense era formada por Evaldo Néspoli (Master), Rodrigo Barbosa (Júnior) e José Alexandre Tommaso (Over40). A opinião de Rivello foi compartilhada pelo “xará” Rodrigo Barbosa, que disputou a prova e venceu a categoria Júnior.

- O resultado é esse mesmo e foi para todo mundo ver. O time estava muito afinado. Foi bacana demais, e que venha o ano que vem – disse Barbosa, que ainda falou sobre a sua participação.

- No primeiro dia aquela quarta posição me deixou incomodado. Comecei com um erro, na planilha, me confundi, e fiquei com um quarto que era para ter sido primeiro. Aí, conversa vai, conversa vem, o Tommaso com aquela tranquilidade dele: "relaxa". Aí, fomos para o segundo dia, eu ganhei e comecei a ficar mais animado. Eu ganhei e o Tommaso também. Pensei: "Pronto, agora acho que dá pra gente". Aí, como diz o Rivello, fomos com o facão no dente para o terceiro dia. Nesse terceiro dia, quando ganhamos, acho que já estava escrito que ia dar a gente – completou.


Líder da equipe Femerj, José Alexandre Tommaso, foi o ponto de equilíbrio do time e ressaltou o acerto na mudança do critério de escolha da equipe promovido pelo novo diretor de enduro Eduardo Matias e pela diretora da Femerj Melina Guelman.

- Eu sabia que não seria fácil, mas sempre acreditei na nossa força. Sabia do potencial real dessa equipe e que o critério da escolha deveria ser discutido melhor e não deveria ter sido imposto como foi. A maneira como foi escolhida a equipe tornou essa parceria mais forte. Com isso, todos saíram vitoriosos, não só a equipe e a Femerj mas toda a nação offroad do Rio de Janeiro – declarou.

A experiência de Tommaso e sua liderança foram ressaltadas por Rodrigo Rivello.


- Foi importantíssimo. O Tommaso é um ícone, principalmente no Rio. A experiência que ele tem, a bagagem e a tranquilidade que ele passou para a gente, acho que isso ajudou muito também ressaltou.

Rodrigo Barbosa agradeceu o apoio recebido pela Federação.

- Conversei com o pessoal de Minas, entre eles o Bernardo, que é amigo meu, e ele disse que eles não ganharam nada. Para não dizer que não ganharam nada, eles ganharam uma camisa. Então, acho que a única federação que deu apoio foi a nossa, pagando a inscrição e o GPS. Foi uma boa ajuda – afirmou.

Apesar de toda a experiência e de sua coleção de títulos, Tommaso foi, sem dúvida, quem mais comemorou a conquista.

- A história que começamos a escrever no Desafio das Federações é o que me deixa mais orgulhoso. Saber que fiz parte dela e com um papel importante dentro dessa magnifica vitória. Me vi fazendo história na prova, exatamente como faziam os Betos Motorautos, Hugos Moratos, Bês Magalhães e tantos outros pilotos que pra mim já passaram do patamar de elite e pertencem agora à condição de lendas do enduro nacional – afirmou. - Achei linda aquela festa no palco e tinha que dividir com todo mundo. Se tiver que resumir esse Independência em uma palavra, seria: mágico – encerrou Tommaso.

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